Artigo: Aprendizagem criativa

Umas das competências esperadas hoje é a resolução de problemas de modo inovador e diferenciado, onde o sujeito é capaz de analisar todos os cenários, avaliar as possibilidades e buscar soluções sustentáveis, que prezam pelo coletivo.

Dito isso, se faz necessário que o espaço escolar oportunize estratégias em que os estudantes possam desenvolver esta competência, contribuindo para sua formação integral.

Visando este trabalho, surge a aprendizagem criativa, uma abordagem que oportuniza uma aprendizagem por meio da experimentação e da criação, com estratégias investigativas, que estimulam a curiosidade, a pesquisa, o trabalho em equipe e o protagonismo.

Esta abordagem surge dos estudos e vivências do professor e pesquisador Mitchel Resnick, em parceria com o MediaLab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), inspirado nas propostas do educador americano Seymour Papert e na abordagem construtivista.

As metodologias ativas e o conceito maker, mão na massa, são os caminhos para desenvolver a aprendizagem criativa.

A aprendizagem criativa se fundamenta em quatro Ps, que serão os pilares desta ação:

  • Projetos.
  • Paixão.
  • Pares.
  • Pensar brincando.

Juntos, estes quatro Ps nos conduzem a compreensão de que aprendemos quando o que fazemos tem significado, transforma nossas ações, pode ser partilhado e é resultado de experimentações que são prazerosas e significativas.

A aprendizagem ocorrerá de modo espiral em que: imaginamos o que desejamos criar, construímos, brincamos com vários materiais e processos no momento da criação, compartilhamos nossas descobertas e criações, somos convidados a refletir sobre o que aprendemos e recomeçamos.

Podemos trabalhar com esta abordagem em todos os segmentos. Em especial, nos anos finais do Ensino Fundamental, pode ser uma boa oportunidade também para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares.

Vejam algumas sugestões para oportunizar estas ações de aprendizagem ativas com as turmas dos anos finais:

  • Permita que os estudantes se organizem em grupos de interesse (isto pode ser com estudantes da mesma turma ou de anos diferentes).
  • Escolham professores tutores para ajudá-los em seus projetos.
  • Incentive-os a planejarem ideias que possam resolver problemas do cotidiano.
  • Organizem ambientes para que possam se reunir e tenham acesso aos materiais necessários.
  • Ajude-os a desenharem todo o processo de idealização, planejamento, execução da ideia e apresentação e avaliação dos resultados.
  • Ajude-os a perceberem como os conhecimentos discutidos nos componentes curriculares são ferramentas para a execução das ideias.

Que cada vez mais possamos fazer do espaço escolar um lugar em que os estudantes possam ter garantidas suas características e interesses, sejam incentivos a se expressarem, tenham como prática a  colaboração e o diálogo como caminhos para aprender e possam explorar livremente  materiais, técnicas e conteúdos, conduzindo a criação e inovação.

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Artigo escrito por:

Tatiana Pita

Tatiana Pita

Pedagoga formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com especialização em Psicopedagogia pela UNIP. Mestre em Educação pela PUC-SP, no programa História, Política e Sociedade, atua como docente nos cursos de graduação em Pedagogia e em programas de pós-graduação na área educacional.